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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Milton Santos


Milton Santos, geógrafo brasileiro, nascido a 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúba, na Chapada Diamantina (BA), era filho de dois professores e ficou conhecido por suas pesquisas e publicações sobre as realidades geográficas locais e urbanização. Em muitos aspectos, Milton Santos foi um homem à frente de seu tempo e em 1994, ganhou o Prêmio Vautrin Lud de Geografia, na França, considerado o Nobel de Geografia. Milton foi o primeiro brasileiro a realizar este feito. 

Divulgamos sua obra presente em nossa biblioteca, venha conhecer:


NOVOS rumos da geografia brasileira. 4.ed São Paulo: HUCITEC, 1996. 219p. (Geografia : teoria e realidade ; 9).  911.3 N945 4.ed.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed São Paulo: EDUSP, 2002. 384p. 911.3 S237n 4.ed.

SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. 5. ed São Paulo: EDUSP, 2005. 174 p., il. (Milton Santos, 6). 711(81) S237 5.ed.

SANTOS, Milton. Da totalidade ao lugar. São Paulo: EDUSP, 2005. 170 p. (Milton Santos, n.7). . 304 S237

SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. 2. ed São Paulo: EDUSP, 2003. 204 p., il. 332.1 S237 2.ed.

SANTOS, Milton. Espaço e método. 5.ed São Paulo: EDUSP, 2008. 118p. (Coleção Milton Santos ; 12).   911.3 S237 5.ed.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado : fundamentos teoricos e metodologicos da geografia. 2.ed São Paulo: HUCITEC, 1991. 124 p. (Geografia: teoria e realidade).  91 S237 2.ed.

SANTOS, Milton. O Brasil: território e sociedade no inicio do século XXI. 6 .ed Rio de Janeiro: Record, 2004. . 911.3 S237 6.ed.

SANTOS, Milton. O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. 2.ed São Paulo: EDUSP, 2004. 433p., il. (Coleção Milton Santos, n.4). 911.3
S237ed 2.ed.

SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. 5.ed São Paulo: EDUSP, 2004. 90p., il. (Milton Santos, n.5). 301(1-21) S237 5.ed.

SANTOS, Milton. Por uma geografia nova: da critica da geografia a uma geografia crítica. 6. ed São Paulo: EDUSP, 2004. 285 p. (Milton Santos ; 2).  910.1 S237 6.ed.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 22.ed Rio de Janeiro:Record, 2012 338.98 S237p 22.ed.

SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico informacional. 4.ed São Paulo: HUCITEC, 1998. 190 p. . 911.3 S237 4.ed.

TERRITÓRIO, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial. 3. ed Rio de Janeiro: Lamparina, 2007. 409 p. (Espaço, território e paisagem). . 911.375 T327 3.ed.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Concursos na Área de Geografia da UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro abre inscrições para professores na área de Geografia, confira:

Faculdade de Educação da Baixada Fluminense

Departamento de Geografia

Geografia e ensino - 40 horas 2 vaga(s) adjunto
Cartografia, geoprocessamento e análise ambiental - 40 horas 1 vaga adjunto
Geografia física - 40 horas 1 vaga adjunto
Geografia humana - 40 horas 1 vaga adjunto

A inscrição será realizada no período de 10/12/2014 até 16/01/2015, na Secretaria de Graduação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense/ Febf-Uerj, Rua General Manoel Rabelo, s/n - Vila São Luiz - Duque de Caxias. Tel: (21) 3651-8278. Horário de atendimento de 08h às 20h

Faculdade de Educação

Estudos Aplicados ao Ensino

Metodologia da geografia - 40 horas - 1 vaga(s) adjunto
A inscrição será realizada no período de 08/12/2014 até 19/12/2014 e 05/01/2015 até 09/01/2015, das 09 as 13 e das 15 às 19 horas, na Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã – bloco b, sala 12002, 12° andar - tel: (21) 2334-0231.

Faculdade de Formação de Professores

Departamento de Geografia

Geografia física- 40 horas 1 vaga(s) adjunto
Geografia humana e regional - 40 horas 1 vaga(s) adjunto
Eografia humana: teorias e métodos da geografia- 40 horas 2 vaga(s) adjunto
Métodos e técnicas de ensino: ensino de geografia - 40 horas 3 vaga(s) adjunto


A inscrição será realizada no período de 10/12/2014 até 19/12/2014 e de 05/01/2014 até 12/01/2014, das 10 às 18 horas, no Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores, situado na Rua Francisco Portela, 1470, Patronato, São Gonçalo, RJ - tel: (21) 3705-2227, ramal 225


Instituto de Geografia

Departamento de Geografia Física

Geografia física - 40 horas 2 vaga(s)- adjunto
Geografia física e ensino - 40 horas 1 vaga- adjunto
Eomorfologia/pedologia - 40 horas 1 vaga- adjunto

A inscrição será realizada no período de 19/11/2014 até 19/12/2014, na Secretaria do Instituto de Geografia, no horário de 10h às 16h, à Rua São Francisco Xavier, 524, 4º andar, sala 4023, bloco b - RJ - tel.: (21) 2334-0036

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hidratando a educação



Por Maurício Andrés Ribeiro


9727b    Diferentemente dos ribeirinhos, pescadores ou indígenas, que convivem cotidianamente com as águas das quais dependem para sobreviver, as populações urbanas se distanciaram delas e têm uma percepção fragmentada sobre seu ciclo. Quando acontece uma crise e a água começa a faltar, ela se torna assunto e objeto de interesse, entra na agenda politica e da comunicação. Assim, espasmos de hidroconsciência e desalienação ocorrem durante as crises hídricas, usualmente passageiras. Depois, começa a chover, esquece-se o tema e até a próxima crise, a consciência fica adormecida.
            O cidadão urbano tornou-se hidroalienado. Ele convive com partes fragmentadas do ciclo hidrológico. Vê a água que sai da torneira e some no ralo da pia ou do chuveiro; fica preso num engarrafamento de trânsito quando chove muito e as ruas se alagam; bebe líquidos e os devolve ao ambiente ao urinar ou suar. Quando dei aulas de gestão ambiental, a maior parte dos estudantes universitários se admirava com a novidade ao visitar pela primeira vez uma estação de tratamento de água e uma estação de tratamento de esgoto. Eram hidroalienados em relação ao sistema de abastecimento de água urbano. Ademais, são desinformados ou têm noções de senso comum que não orientam o que se deve fazer cotidianamente para se ter o ambiente mais limpo. São, por exemplo, frequentes as situações como a da mãe que orienta o filho: “não jogue lixo no terreiro, porque terreiro não é rio”. Em sua hidroalienação, ela considera que o rio é um depósito de lixo e imagina que para sua casa, tudo está bem, pois as águas levam seu lixo para bem longe dali.
        Superar a hidroignorância e produzir cidadãos hidroconscientes são tarefas que cabem à educação, na escola e fora dela. Desde a infância importa tomar consciência da água, ter visão sobre o seu ciclo integral, educar a percepção, dar oportunidade de vivências. A educação escolar pode conscientizar crianças e jovens. Escolas são pontos de convergência da comunidade onde se consome água. Os professores podem introduzir a água como tema gerador transversal em cada disciplina. Podem, assim, hidratar a educação, em cada uma de suas disciplinas. Aqui vão algumas ideias:
  • Ciências – as relações entre os recursos naturais e o uso múltiplo da água; a água no corpo humano, dos animais e das plantas; a água no cosmos; água e vida; o saber popular e o saber técnico e científico.
  • Geografia – bacias hidrográficas e o ciclo da água; águas subterrâneas. Ver uma boa experiência em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/a-mocada-interferiu-em-seu-entorno-813717.shtml
  • Educação Artística - expressão artística em peças teatrais, músicas, teatro, literatura e letras, dança, cinema, tendo como tema a água;
  • Português – a água como tema central de análise de textos de poesia, literatura e em redações;
  • Matemática – o trabalho com unidades de peso, de volume, de área, relacionados com o tema da água; os preços da água.
  • Inglês – o tema da água e suas manifestações em países de língua inglesa;
  • Educação Física - os esportes aquáticos, o lazer e a recreação como usos da água;
  • História – a evolução do problema da água no mundo; as concepções históricas dos povos indígenas e de outras tradições culturais sobre a água; a idade da água. A historia da micro bacia hidrográfica onde vivo.
  • Vida cotidiana e sociedade – a sobra e a falta de água no dia a dia e estratégias para evitar o desperdício.
         Um modo eficaz de atuar junto a usuários é educá-los pelo bolso. A instalação de hidrometria individualizada em cada domicilio pode reduzir consumos de água, já que a conta é mais alta para quem gasta mais.
     Uma das abordagens promissoras é a atuação direta de estudantes, educadores, comunicadores, especialistas, em microbacias hidrográficas, produzindo consciência e ação voltadas para a recuperação de cada bacia. Ver iniciativa no Rio Carioca http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/caminhada-vai-mostrar-o-que-ainda-nao-foi-soterrado-do-rio-carioca.html

        Nas ações educativas, em casa, na escola e em outros espaços sociais, é possível enfatizar a percepção e compreensão integral do ciclo da água. A água se apresenta na natureza em três estados: sólido, líquido e gasoso. Ela responde a variações de temperatura, transformando-se de um desses estados para outro. Além das águas superficiais e subterrâneas, uma fase essencial do ciclo da água é a sua fase atmosférica, meteórica, nas nuvens que carregam umidade no ar e que formam os rios voadores importantes para o regime de chuvas no Brasil. http://riosvoadores.com.br
          Do mesmo modo, na educação sobre a água, deve-se evoluir da visão sistêmica para a visão orgânica. Num corpo humano, o sistema circulatório, com suas artérias, veias e capilares, está diretamente relacionado com outros sistemas – respiratório, digestivo, nervoso central, urinário etc – que formam o organismo. No ambiente externo, a teoria Gaia de James Lovelock e Lynn Margulis propõe a visão do planeta como um organismo. O sistema de recursos hídricos está inserido num organismo constituído por vários outros sistemas (ambiental, de saneamento, de saúde etc). Evoluir da visão sistêmica para a visão orgânica cria precondições para a hidratação geral de outros sistemas e do organismo inteiro e para dar respostas mais integrais às questões da água.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Mapa Rápido Participativo do Rio de Janeiro


MRP FFC água  IPP lança Mapa Rápido Participativo do Rio de Janeiro

O Instituto Pereira Passos (IPP), um centro de referência de dados e conhecimento sobre o Rio de Janeiro, utilizado para a formulação e acompanhamento de políticas públicas, municipais ou não, lançou recentemente o Mapa Rápido Participativo da cidade.
Segundo o instituto, o mapa tem a função de registrar e analisar o caráter heterogêneo dos territórios, divididos por microáreas. Além disso, um rol de itens foi elencado para ser observado pelos técnicos-pesquisadores para aferir como estão a gestão do território, acessibilidade, moradia, infraestrutura para o morador, infraestrutura para esporte e lazer, serviços ao cidadão e segurança.
As observações que são feitas resultam numa escala de notas, em que a maior representa os pontos de maior desenvolvimento e as menores são dadas aos locais com condições ainda ruins.  De acordo com o IPP, a sistematização destas informações coletadas tem como finalidade apoiar o direcionamento das políticas públicas para as áreas que mais necessitam.
ctaviano Gomes, agente da UPP Social do Morro da Coroa aponta as principais utilidades desse mapa voltado para desenvolver a situação urbana das favelas pacificadas. “Foi feito o cadastro de logradouros e agora o MRP, onde nós apontamos a situação do fornecimento de água, do esgoto, se quando chove inunda as casas, se as casas tem reboco, se o lixo tem varrição, quando a obra chega, a secretaria já sabe por onde começar”, explica.
Mais informações: http://ipprio.rio.rj.gov.br/
Fonte: MundoGeo